Israel anunciou nesta quarta-feira (2) uma nova fase da ofensiva militar na Faixa de Gaza, com a ampliação das operações e a incorporação de grandes áreas do território às suas zonas de segurança. Segundo o ministro da Defesa, Israel Katz, a medida será acompanhada de retiradas em larga escala da população, especialmente em áreas de conflito intenso.
Katz declarou que a operação tem como objetivo eliminar combatentes e infraestrutura do Hamas e que a única forma de encerrar o conflito seria a devolução dos reféns israelenses e o fim do grupo. Em resposta, o líder do Hamas Basem Naim afirmou que os reféns só serão libertados por meio de negociações, rejeitando qualquer possibilidade de rendição sob pressão militar.
O Exército de Israel já havia emitido alertas para os moradores das proximidades de Rafah e Khan Younis, orientando que se deslocassem para a área de Al-Mawasi, na costa, previamente designada como zona humanitária. No entanto, ataques continuaram sendo registrados. O Ministério da Saúde de Gaza relatou que 41 pessoas foram mortas em bombardeios israelenses nesta quarta-feira, incluindo 19 vítimas em uma clínica da ONU usada como abrigo para deslocados.
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Expansão das zonas de segurança
A declaração de Katz não especificou a extensão exata da nova área sob controle israelense nem se a medida terá caráter permanente. Segundo a organização israelense de direitos humanos Gisha, Israel já assumiu o controle de aproximadamente 62 km² de Gaza, o equivalente a 17% do território total, como parte da chamada “zona de proteção”.
A expansão da ocupação inclui infraestrutura essencial, como poços, estações de bombeamento de esgoto e áreas agrícolas, o que pode comprometer ainda mais a subsistência da população palestina. Enquanto isso, líderes israelenses afirmaram que pretendem facilitar a saída voluntária dos palestinos do enclave.